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sábado, 22 de setembro de 2012

Objetivo

Eu preciso chorar
Mas as lágrimas não vêm
Necessito sorrir
E não consigo
Quero uma resposta
Que eu mesmo tenho que responder
Tenho que acabar
Com essa minha agonia
Os meus passos são longos
Ao invés de pular um obstáculo
Eu o alcancei
Estou perto dele
E já não tenho como saltar
Tenho que enfrentá-lo
Mas primeiro procurarei guia divina.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Amor

Queria conhecer o amor...
Saber como ele realmente é!
Poderia ser senti-lo.
Se o que sentir não foi amor,
Às vezes prefiro não conhecê-lo
O amor é mau, nos faz sentir dor
Derruba-nos de qualquer altura
Rança-nos qualquer pensamento
E colocam apenas alguns, ou um.
Sufoca-nos, e se facilitar mata o sono
De qualquer maneira, a maioria gosta dele
A maioria das pessoas chegam a amar o amor.
Amam-no tanto que se esquece de amar alguém
Alguém que tenha amor dentro de si,
Para compartilhá-lo para matar qualquer mau sentimento
Do parceiro, para oferecer delícias de vida.
Mas esquecem destes.
O amor sentimental, eu acho que se tornou um concorrente
Pois nada que eu já fiz ou faça
Não serviu nem vai funcionar.

Consciente

De onde vêm esses gritos?
Que do silencio escuto claramente?
Que gemidos são estes?
De quando chega à hora alta da noite invade minha meditação?
Sentimento de arrependimento
Sinto-me leve.
Mas é uma levitação que unidades de pessoas chegam a desejar
Um cômodo sem luz e apenas com uma porta, a de entrada.
Sem janelas, sem ar às vezes.
Gritos, gemidos, pertencem a este cômodo
E um único desejo:
“voltar no tempo”
Com 0% de chances
E nos humanos pensamos tanto nisso
Esta aí, duas palavras intrigantes
Voltar e tempo
Duas palavras que traz a falta de força
Que em casos da vida, choramos.
Choro interno, que uma pessoa se oculta a si próprio
Mas a parte boa é que o tempo passa rápido
Faz-nos esquecer, mas não apagar
As ruins e boas coisas da vida.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sentimento

Aquela coisa que incomoda lá dentro.
Quando você vê e não entende.
Quando olha e não sabe o porquê.
A dor de coração partido.
Ou a dor de coração em uma operação.
Sabe-se lá o que significa.
Causa algo estranho, isso sim.
Começo sem fim e fim sem começo.
Aquela dificuldade de se expressar
E o medo de demonstrar.
A vergonha de transmitir.
Enfim sem omitir
Sem mesmo o que definir
Com o receito de parar
Aquilo que nos faz bem
Com rima de vai e vem
Mas sem sobrar ninguém
Exceto alguém
Que entra na rima infinita e além
Sem o que dizer pra ela também
Que o que ela tem
É difícil, por que me detém
Seu efeito, seu jeito
[...]

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Como viveremos?

Infelizmente quando estamos longe
não damos o mesmo valor de quando nós estamos perto.
Isso pode ser bom, mas também ruim.
Pode ser um remédio, ou pode ser uma arma.
Pode ser uma ferida, que só cure com a menor distancia possível.
Pensamentos, idéias, estratégias...
Que só essa distância pode causar
Em um lugar fechado, preso de sentimentos
E em outro a liberdade exposta, ao qual não podemos apalpar.
Seremos fracos repartidos,
Seremos fortes unidos.
Como ficaremos?
Não haverá escolhas nossas.
O teu e o meu Deus, um único,
há muito tempo deu ordens ao destino,
E ele assim as cumprirá.
Quem sabe algumas escolhas e/ou desejos funcionem.
Possa ser que novamente encontraremos a nós mesmos
E então entenderemos o que iremos sentir.
Força já não é questão e sim misericórdia.
Lutar não é mais preciso e sim ter paciência.
Como ficaremos? Como seremos?
e então, como viveremos?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Para onde foram as palavras?

Onde se encontram as palavras?
Porque elas se foram?
Ao menos dessem um tchau ou adeus
Antes se fundiam e me dissessem aonde iriam
Pelo menos não tentaria usá-las
Onde se encontram minhas palavras?
Será que se foram junto com o meu sono?
Será que se foi para quem eu as utilizava?
Peço que voltem, é o que aqui tenho
Depressa! Regressem!
Preciso de momentos com todas vocês
Necessito que se reúnam, para aqui usá-las
Para aqui fazer minhas reflexões
Para descrever e dublar o que de mim existe.

domingo, 29 de abril de 2012

Eu & Ela

Ah... Que ódio eu tenho.
De ela ter aparecido em meu caminho
E mesmo não vendo ela, mesmo assim,
Ainda causa muito estrago;
Raiva, Desprezo, solidão... A ela desejo.
Sempre ela está no meio
A culpa sempre foi dela;
Sempre estive sozinho por causa dela
Sempre estive triste por causa dela
Contudo apenas tenho a experiência
Que ela me deixa
A experiência com a saudade;
Mais não agradeço por isso,
Continuo a odiá-la,
Ingratamente a ofereço essas palavras,
A ela, sempre ela, “A distancia”.